Tem gente declarando estar contaminado pelo hábito. Outros dizem que é impossível resistir ao ato. E todos estão se referindo ao fato de que, quando estão diante de um bom texto, sentem o forte impulso de sacar do estojo a caneta amarela florescente e marcar todas as informações que encontram. Sim, marcar textos é um hábito saudável e comum entre os leitores. Acontece, porém, que alguns marcam excessivamente, rabiscam qualquer coisa que chame a atenção e é uma verdade que, quando não há critérios para Continue

Vivemos numa época de memórias externas, de memórias artificiais. Cada vez mais, adotamos meios eletrônicos como extensões de nossos cérebros e memórias. É verdade que na história da humanidade sempre recorremos a algum tipo de artifício para registrar lembranças relevantes. Placas de cera e de argila, por exemplo, são as primeiras memórias artificiais de que se tem registro e eram utilizadas por filósofos da Grécia antiga que nelas gravavam seus pensamentos e discursos. Mais tarde, surgiu o papiro, manuscrito antigo em forma de rolos, onde Continue

Nesses anos de estrada como pesquisador e mnemonista profissional, tive a oportunidade de entrevistar muitos estudantes que declaravam ter o raciocínio lento e, pasmem, muitos professores também. Mas não deveria ser assim. Pensar rápido, encontrar em milésimos de segundos a palavra certa para formar uma oração perfeita, deixar fluir livremente os pensamentos, articular as melhores idéias para a composição de um texto durante uma redação, desfrutar de uma memória instantânea, tudo isso proporciona uma grande vantagem competitiva para o estudante de alto desempenho. Numa breve Continue