A mulher que não consegue esquecer

Há coisas que agente não consegue esquecer, e outras como sair para comprar pão e leite, que são tarefas corriqueiras para a maioria de nós.

Vemos várias pessoas no caminho, conversamos com outras, voltamos para casa e, em minutos, esquecemos quase tudo.

Para a americana Jill Price, 44 anos, porém, uma simples visita à padaria é inesquecível. As pessoas, os acontecimentos, tudo ficará em sua memória para sempre.

Sua condição é tão inusitada que foi preciso criar um nome para defini-la: hyperthymestic syndrome (síndrome da hipermemória). Não é uma doença e não foi provocada por algum acidente; Jill nasceu assim.

A partir do dia 5 de fevereiro de 1980, Ela simplesmente não consegue esquecer nada.

O que passaria batido por qualquer outro ser humano, Jill simplesmente não consegue esquecer, lembra tudo em detalhes por Jill. Procurar os cientistas foi uma decisão, pois estava difícil administrar memórias demais, pesos demais. Precisava descobrir se não estava doente.

Seus primeiros contatos para entender o que se passava em sua cabeça foram reveladores: Jill não era portadora de nenhuma doença, mas tratava-se de um caso único na ciência.

A fonte do “superpoder” de Jill e dos outros três casos que acabaram sendo revelados depois, pode ser, segundo exames de ressonância magnética, duas áreas de seu cérebro que são maiores que o normal:

Uma região do lobo temporal (parte lateral do cérebro que administra a memória) e o núcleo caudado (que também tem um papel nas lembranças e no aprendizado e está associado, em alguns casos, a transtornos obsessivo-compulsivos).

Segundo Larry Cahill, essas duas áreas podem estar trabalhando de uma maneira ainda desconhecida, fazendo o cérebro lembrar de atividades que fazemos automaticamente, como pentear os cabelos ou abrir a geladeira.

Um dos primeiros indicativos prévios do estudo aponta elementos compatíveis com o transtorno obsessivo-compulsivo, embora nenhum dos pacientes do estudo sofra desse mal.

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Será que ela realmente não consegue esquecer?

Os palpites dos especialistas evidenciam que, pelo menos por enquanto, eles não têm certeza de como funciona a cabeça de Jill.

“Analisando isso pela linha da psiquiatria, existe gente paranóica e depressiva que tem uma hipermemória seletiva, lembrando precisamente de eventos que reforçam a sua tristeza”, afirma Paulo Bertolucci, chefe do setor de Neurologia do Comportamento da Escola Paulista de Medicina.

Com sua memória, Jill ganhou fama de detalhista entre família e amigos e, para não ficar com fama de chata, precisa se policiar. “Especialmente com minha mãe procuro não ficar corrigindo muito. Fico impressionada como as pessoas se esquecem de detalhes tão importantes para mim, então acabo parecendo chata ao corrigir”, afirma.

Jill é um prodígio no que se refere às lembranças pessoais. Mas não consegue decorar nada que não goste, tinha problemas na escola e mais ainda na faculdade, já que as lembranças impediam que se concentrasse. “Pensava em meus pais e, imediatamente, memórias ligadas a eles surgiam. Qualquer estímulo provoca as lembranças.”

Às vezes, lembrar é um fardo. Jill explica que nunca se preocupou em evitar situações ruins para se defender: “Acredito que me tornaria em uma pessoa temerária e deixaria de viver, especialmente sabendo que surpresas desagradáveis são inevitáveis”. Mas seu semblante sorridente se fecha quando uma memória em especial surge.

Há cinco anos, o marido de Jill saiu para trabalhar e teve um ataque cardíaco. Morreu seis dias depois. Como efeito, ela passou quase dois anos e meio sem trabalhar. “Achei que morreria. Não conseguir esquecer significa não ver a dor diminuir, é sempre a mesma, como se tivesse acabado de acontecer.” Sua voz é calma, como se fizesse de tudo para evitar um banho de emoções.

Já que ela não consegue esquecer nada, podemos dizer que ela é prisioneira da memória: Na casa em que mora, no subúrbio de Los Angeles, Jill Price vive cercada de fotos de família. E de memórias tão vívidas quanto no momento em que aconteceram.

Aos poucos, Jill conseguiu se recuperar. Sentou no sofá de Oprah Winfrey, a mais famosa apresentadora de TV dos Estados Unidos, e foi ao programa da jornalista Diane Sawyer, no qual respondeu a uma série de perguntas sobre séries televisivas com 100% de precisão (ela adora seriados).

Essa turnê midiática entrou na vida de Jill Price em 2006, quando o primeiro artigo técnico foi publicado e gerou repercussão mundial. “Fiquei assustada com o fato de estarem falando a meu respeito na China.”

É o preço da fama. “Recebi uma oferta de US$ 30 mil para filmarem um documentário sobre minha vida, mas recusei. Não há nada para filmar, afinal, tudo que acontece de interessante está na minha cabeça e ali as câmeras não entram.”

JILL PRICE, 44 ANOS, LEMBRA DE TUDO DESDE OS 14. SÃO MAIS DE 12 MIL DIAS ARMAZENADOS EM SUA MEMÓRIA.

Jill mantém extensos diários de sua vida. “Comecei a escrever como forma de organizar tudo aquilo que me lembrava e muita gente dizia que eu decorava, mas era parte da minha mania de organização”, afirma. É seu modo de compensar pelo caos das lembranças desordenadas em sua mente.

“É comum me dizerem que tenho uma noção problemática do tempo [por vivenciar tudo ao mesmo tempo, mas é o contrário, pois tenho a exata noção de cada dia, coisa que as outras pessoas não têm.” São mais de 12 mil dias armazenados na memória.

Basta dizer uma data ou um assunto e pronto, turbilhão a caminho. Por exemplo, o filme Guerra nas Estrelas.

“Lembro de estar sentada num cinema, depois de ficar numa fila que dava volta no quarteirão e, poucos dias depois, ter ido para o acampamento de verão e ter que aguentar aquela música tema tocar em todas as rádios e em qualquer toca-fitas portátil durante um mês.”

Por Fábio M. Barreto – Revista Gallileu

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15 Comentários


  1. Como é mesmo o nome dela?!!rss.
    Ainda me lembro de como e porque cheguei aqui… Foi porque eu esqueço nomes de pessoas em menos de um minuto e é sempre constrangedor.
    Bem penso que sempre existem coisas das quais nunca deveríamos esquecer assim como existem coisas que nunca deveríamos relembrar.
    Como dizia Aristóteles: “A Virtude está no Meio(…)”

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  2. Quando as pessoas sabem que voce tem alguma habilidade ficam no seu pé para que faça uma demonstração. Isso é muito chato porque as vezes voce quer descansar e não deixam. Ja vi vários profissionais passando por situações constrangedoras.

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  3. Lembrar tudo desde os 14 anos, nossa as vezes não lembro o que comi no almoço. Não sei se lembrar de tudo é bom ou ruim acho que depende do momento. Pelo que li as coisas se tornam incontroláveis porque você fala uma palavra pra ela e as lembranças são ativadas aliás um turbilhão de lembranças. Acho que se perde um pouco o sossego.

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  4. O importante é que ela consiga ser feliz com essa super memória se não de que valerá

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  5. Tem gente que luta tanto para se tornar famosa e alguns conseguem de maneira natural. Quantos ja não sonharam ser entrevistado pela Oprah Winfrey. Parece que a Jill ainda está aprendendo a lidar com essa fama. O importante é que ela se divirta com tudo isso e seja feliz

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  6. Se ela aprender a utilizar essa supermemória a favor dela pode ser que tire algum proveito porque se não de que valerá.

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  7. Fala sério que situação hein, armazenar 12 mil dias na memória e se lembrar de tudo. Fico pasma com a capacidade do nosso cérebro.
    Acho que ele tem mistérios que levará muito tempo para ser desvendado.

    Um abraço

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  8. A gente sabe que o tempo cura tudo, acho que é porque de certa forma vamos esquecendo da dor. Imagina essa mulher o quanto deve sofrer com as perdas.

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  9. Há certas coisas que é bem melhor esquecer, deletar da memória.

    Um abraço professor!

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