Como O Celular Acaba Com Seus Estudos?

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ENTENDA OS EFEITOS DO CELULAR NO SEU CÉREBRO

Quais são os efeitos do uso excessivo do celular?

Existe alguma evidência científica sobre esse assunto?

Pode ser que essas dúvidas já tenham passado pela sua cabeça e é por isso que no artigo de hoje você vai descobrir quais os prejuízos do uso excessivo do celular para o seu cérebro, tudo de acordo com a ciência.

Nos últimos anos a neurociência coletou dados importantes e que chamam atenção para os danos causados pelo uso excessivo desse aparelhinho.

É verdade que o celular facilita a vida em muitos aspectos como fazer chamadas, enviar mensagens, o GPS que nos indica o caminho, os bancos, dentre outros inúmeros aplicativos… 

Entretanto, ele deve ser usado com inteligência para não afetar negativamente algumas funções necessárias do nosso cérebro.

A calculadora do celular, por exemplo, é uma super aliada para confirmar os resultados de uma conta complexa do trabalho ou da faculdade, mas a partir do momento que ela começa substituir a sua capacidade lógico-matemática, isso se torna um problema…

O motivo é que quanto mais você usa a calculadora e deixa o seu cérebro de lado, mais lento ele vai ficando com o passar do tempo… e quando você precisar fazer uma conta e não tiver nenhuma calculadora por perto, o seu cérebro vai demorar mais para raciocinar.

Parece que não faz diferença, mas o fato é que isso não aconteceria se você estivesse constantemente estimulando seu cérebro, ou seja, se você estivesse fazendo os cálculos de cabeça e apenas confirmando os resultados na calculadora.

Esse mesmo processo vai acontecer com outras funções cognitivas do seu cérebro, como, por exemplo, a memorização.

Se você parar para pensar, até poucos anos atrás você precisava estimular muito a própria memória para encontrar um número de telefone e conseguir ligar para alguém… agora você faz isso com um único clique, ou dando um comando de voz.

Ou seja, estamos perdendo a habilidade de guardar números na memória.

Mas, os efeitos do celular vão muito além disso, porque esse aparelho também é craque em sequestrar a atenção.

Me responda nos comentários:

Quantas vezes você estava fazendo algo realmente importante e bastou chegar uma notificação para você perder o foco e começar a vagar sem rumo pelas redes sociais?

Veja bem, as notificações que chegam no celular funcionam como um gatilho neurológico.

O problema é que esse gatilho não tem hora para disparar e cada vez que chegar uma notificação, ou uma mensagem, você vai receber uma injeção dos hormônios como o cortisol, quando você reconhece que o conteúdo da mensagem é algo estressante ou de dopamina quando o assunto for causa de prazer e bem-estar.

No caso da dopamina, assim como o efeito das drogas no cérebro, ela vai fazer com que você queira passar cada vez mais tempo no celular, para receber mais injeções desses hormônios.

Ou seja, antes, 15 minutos no celular eram suficientes para você ficar satisfeito e agora você precisa de horas para conseguir atingir essa sensação.

E quando você perceber você estará andando pela casa de um cômodo a outro com o celular nas mãos, vai ficar checando-o a cada 5 minutos e vai perder pelo menos 40% do tempo produtivo do seu cérebro mexendo nos aplicativos sem nenhum propósito. 

Ou seja, uma verdadeira fuga de si mesmo!

Outra coisa que pode acontecer é você entrar em estado de preguiça mental.

Alguns pesquisadores descobriram que pessoas acostumadas com essa enxurrada de estímulos por conta do celular possuem cérebros mais preguiçosos.

De acordo com o estudo, por conta das notificações e estímulos constantes, os participantes da pesquisa não conseguiam memorizar dados simples, como letras que se repetiam.

Para memorizar alguma informação, primeiro esse conteúdo vai para a memória de curto prazo e somente depois ele passa para a memória de longo prazo. 

Acontece que os voluntários do estudo não conseguiram formar memórias de curto prazo, dificultando e muito a aprendizagem.

Outro dado que também chama a atenção são os danos do celular em cérebros que ainda estão em formação, ou seja, no cérebro de crianças e adolescentes.

Para uma boa formação cerebral, a criança precisa receber estímulos do ambiente, ou seja, ter contato com a natureza e com experiências diferentes.

Porém, ao interagir muito com o celular, esse contato fica prejudicado e a criança pode sofrer dificuldades na linguagem, em lidar com as próprias emoções e com outras pessoas, e como dá para imaginar, essas dificuldades serão extremamente prejudiciais lá na fase adulta.

Você pode estar se questionando:

O que fazer para evitar esses efeitos negativos?

Na verdade, a resposta é bem simples: 

Você precisa assumir o controle. 

Para afastar esses danos do seu cérebro, você precisa equilibrar a sua vida com o uso da tecnologia.

Uma forma de atingir esse objetivo é deletar todos os aplicativos que drenam a sua energia e também restringir o uso do celular em momentos em que a atenção é crucial, como, por exemplo, durante os estudos. 

Para fazer isso, você pode colocar o celular em outro cômodo ou simplesmente desligá-lo enquanto estiver lendo ou estudando.

Outra coisa que você pode fazer é desenvolver atividades que não precisem de tecnologia, como, por exemplo, atividades físicas, visitar museus ou exposições, viajar com alguém que você gosta ou sair para socializar com os seus amigos.

Não dá pra negar que a tecnologia está cada vez mais presente na nossa vida.

Eu adoro como ela amplia as nossas possibilidades, como, por exemplo, poder estar aqui compartilhando conhecimento com você. 

Se a tecnologia não existisse, esse contato seria um pouco mais difícil, não é mesmo?

Mas, apesar de seus benefícios, é importante saber equilibrar o uso da tecnologia para não prejudicar o nosso cérebro e sofrer danos lá na frente.

O controle é seu!

A decisão é sua!

Espero que você faça a melhor escolha, ok?

Um grande abraço e até o próximo artigo.

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