Como funciona a memória nos estudos?

Tem dias que gosto de parar um pouco aquilo que estou fazendo e olhar para trás, lá na minha infância…

Me lembrar das palavras em francês que aprendi na 5º série…

Ou, trazer à mente algumas das funções de programação que aprendi durante a faculdade. 

Quando eu faço isso, estou recuperando em meu cérebro informações disponíveis em minha memória de longo prazo. Informações que independente do tempo, sempre estão ali para serem lembradas. 

Porém, de outra forma, quando você está tentando segurar algumas ideias em sua mente para relacioná-las com outras a fim de compreender um texto ou resolver algum problema, você está usando a sua memória de trabalho.

É como se você estivesse fazendo um bolo. Isto é, enquanto você mexe a massa para levá-la ao ponto ideal, sua mente vai pensando na quantidade dos próximos ingredientes e como adicioná-los a receita que está preparando.

Dessa forma, podemos constatar que aqui temos dois mecanismos: 
  • Memória de longo prazo; 
  • Memória de trabalho (que respectivamente é a de curta duração).

Esses dois mecanismos de memória estão intimamente relacionados. Mesmo que muitas pessoas os vejam completamentes distantes um do outro.  

Um papel fundamental da mente e inteligência humana, é buscar elementos na memória de longo prazo para poder comparar e tomar decisões utilizando a memória de trabalho. 

Quando você decide comprar algo por exemplo, você busca em sua mente experiências boas e ruins com determinada marca, a fim de encontrar a melhor solução para o seu problema atual. Ou seja, você está utilizando ambos os mecanismos de memória em uma única ação. 

Uma dica sobre a memória de trabalho é que você deve procurar sempre fortalecê-la. 

Afinal, quanto mais informações ela conseguir armazenar, mais possibilidades de resolução você terá. Assim como um malabarista, que quanto mais bolas coloridas ele consegue manter no ar, mais incrível se torna seu espetáculo.

Aliás, há algum tempo pesquisadores pensavam que uma memória de trabalho normal, sem treinamento, poderia reter até sete itens aleatórios. Contudo, hoje acredita-se que esta mesma apreende apenas quatro informações. 

Depois que fiz um treinamento utilizando técnicas de memorização, minha capacidade de retenção aumentou 10 vezes. Ou seja, ao invés de quatro, eu consigo reter facilmente uma sequência de 40 informações aleatórias. Sendo que esse número duplica, quando as informações já estão pré-contidas em minha mente. 

Além disso, as técnicas de memorização melhoraram também minha habilidade na escrita. Afinal, me deram mais foco na leitura e aumentaram minha capacidade de compreensão de textos. Foi por esses e outros motivos, que em 2006 ganhei o título de melhor memória do Brasil pelo livro dos recordes nacional. 

Como escrevi em meu oitavo livro, “Os Segredos Para Ter uma Memória Forte“: 

“Para pessoas que não utilizam técnicas de memorização, o aprendizado é como um texto escrito na areia da praia. A onda vem e apaga tudo rapidamente”. 

Dessa forma, muitas vezes é preciso repetir aquilo que estamos tentando aprender com o objetivo de ampliar o poder da nossa memória de trabalho. Um ator que repete o mesmo texto muitas vezes, consegue recitá-lo fluentemente. Neste caso, a repetição é necessária para que os processos dissipativos naturais, não apaguem suas memórias.

Talvez você pergunte: 

Mas como fazer a repetição sem cair na armadilha do decoreba?

Você pode fechar os olhos durante a repetição para impedir que quaisquer outros estímulos visuais no ambiente prejudiquem a formação ou recuperação dessa memória de trabalho.

Outro ponto: 

Quando você está diante de um conteúdo novo, como uma nova matéria que você está aprendendo no colégio, você usa a memória de trabalho para lidar com o assunto. Depois, se deseja mover essa informação para sua memória de longo prazo, você deve utilizar técnicas de memorização e repetição, que aceleram e tornam o processo mais confiável.

Para te ajudar neste processo, sugiro a técnica chamada Repetição Espaçada

Esta técnica está em meu livro, “O Segredo dos Gênios”, e resume-se em repetir organizadamente o que você precisa reter. Quando digo organizadamente, refiro-me ao espaço de tempo entre cada repetição.

Repetir um texto, uma fórmula ou um novo vocábulo da maneira correta faz muita diferença. Isto é, agindo conforme o recomendado, você estimula as áreas certas do seu cérebro. Assim fixa de maneira precisa e eficiente, um conteúdo importante ou necessário. 

Veja abaixo detalhadamente, como você pode utilizar a Técnica de Repetição Espaçada nos seus estudos! 

Antes de tudo, é preciso saber que a Técnica de Repetição Espaçada foi criada por Herman Ebbinghaus no século XIX. Após o mesmo notar que algumas informações contidas em sua mente foram esquecidos dias após tê-las estudado. 

Dessa forma, começou a realizar pesquisas, até que descobriu que não apenas a quantidade de vezes que expõe algo para sua memória influencia na fixação, como também o tempo entre uma revisão e outra. 

Assim, criou um sistema de revisão, onde existe um tempo pré-determinado para que um conteúdo seja visto novamente a fim de memorizá-lo. 

Resumidamente, após estudar e compreender o conteúdo que você pretende memorizar, você deve: 

– Repetir o mesmo dentro de 24 horas, a fim de torná-lo algo comum para sua mente, acostumando a mesma com o assunto;

– Reexaminar dentro de 7 dias, a fim de reforçar em sua mente tudo o que foi visto, recuperando memórias ainda frescas; 

– Rever de novo a cada 7 dias durante 2 meses, para que sua mente o trate como prioridade e memorize-o em sua memória de longa duração, tornando possível que o conteúdo seja recuperado sempre que necessário. 

A memória de longa duração é como a construção de um prédio. Se não tiver uma base forte, feita com muito ferro e concreto ele corre o risco de desabar. Essa mesma regra serve para as ligações sinápticas. Isto é, para que se formem corretamente e você não esqueça mais do que aprendeu.

Entendeu? 

Pratique agora mesmo essas dicas e comprove os resultados. Tenho certeza de que você já irá notar uma mudança drástica em suas habilidades. E claro, para melhor! 

Contudo, isso ainda não é tudo! Existem muitas outras técnicas capazes de elevar suas habilidade de estudo, auxiliando tanto na leitura e compreensão, quanto na fixação de um conteúdo. 

É por esse motivo, que quero te convidar para conhecer mais a respeito do Estudo e Memorização! 

Desenvolvido e aperfeiçoado ao decorrer dos anos, o Estudo e Memorização é referência em todo o Brasil quando o assunto é aprovação em concursos e vestibulares. 

Desenvolvido por meio de videoaulas, o Estudo e Memorização é totalmente online, podendo ter todas as suas aulas acessadas diretamente na plataforma de ensino. Dessa forma, você não precisa de grandes esforços para assistir ao conteúdo do curso, podendo ver as aulas de qualquer lugar do mundo, bastando ter acesso à internet para isso. 

Por isso, faça como milhares de pessoas já fizeram e mude hoje mesmo a forma como encara os estudos. Clique aqui e saiba mais! 

Caso tenha ficado alguma dúvida ou deseja comentar sobre algo que tenha ocorrido com você, sinta-se à vontade. Prometo que irei ler e responder todo mundo. 

Ah, não se esqueça também de compartilhar esse texto com amigos e familiares. Talvez eles estejam passando por dificuldades em seus estudos e o artigo venha ajudar. 

Viva bem. Lembre bem.

Prof. Renato Alves

Pesquisador cognitivo, autor do curso Estudo Memorização e dos livros O Cérebro com Foco e Disciplina e Não Pergunte se Ele Estudou. Conferencista e dono do título de Melhor Memória do Brasil.

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